Andreas Schjelderup está cada vez mais perto de transformar-se no grande dossiê do verão no Benfica.
O extremo internacional norueguês, de 22 anos, é neste momento o jogador do plantel encarnado que mais valorizou ao longo da temporada 2025/26 e surge como a principal venda em perspetiva para a SAD numa janela que promete mexer a sério com a estrutura da equipa.
Na Luz, o cenário está bem identificado. O Benfica aponta para um valor mínimo de 40 milhões de euros para libertar o jogador, mas acredita que esse montante ainda poderá subir. E há uma razão muito forte para essa confiança: Schjelderup vai estar no Campeonato do Mundo com a seleção da Noruega, um palco capaz de empurrar ainda mais a sua cotação e de obrigar os clubes interessados a mexer-se depressa antes que o preço dispare para outro patamar.
Schjelderup passou de caso indefinido a activo mais quente do Benfica
A transformação do extremo ao longo da época foi uma das histórias mais marcantes do plantel encarnado. Numa fase inicial, Schjelderup ainda parecia um talento com muito para provar e com futuro pouco claro dentro da estrutura. Mas a segunda metade da temporada mudou radicalmente essa perceção e colocou o norueguês no centro das atenções.
O jovem acabou por se afirmar como um dos nomes mais fortes da equipa, somando rendimento, impacto e uma valorização que hoje o coloca como o maior trunfo de mercado da SAD. Aquilo que há uns meses parecia apenas um activo com margem para crescer, tornou-se agora numa potencial operação milionária com força para marcar todo o verão benfiquista.
Esse crescimento deixou o Benfica perante um dilema delicado. Por um lado, Schjelderup é visto como um jogador que fazia sentido manter no plantel, sobretudo depois da forma como cresceu na reta final da temporada. Por outro, a necessidade de encaixe financeiro para voltar a investir na equipa faz dele uma das peças mais expostas a uma saída.
O Benfica quer pelo menos 40 milhões, mas acredita que a fatura ainda pode subir
Na estrutura encarnada, a mensagem é clara: Schjelderup não sai por valores baixos. O clube aponta para um mínimo de 40 milhões de euros e entende que esse número pode crescer se o interesse apertar e se o jogador aproveitar o palco internacional para reforçar ainda mais o seu valor.
O Campeonato do Mundo surge aqui como factor decisivo. Convocado pela Noruega, o extremo terá a oportunidade de se mostrar num contexto de enorme visibilidade e isso pode fazer disparar ainda mais a sua cotação. Em Lisboa, sabe-se perfeitamente que um bom torneio pode transformar um negócio já importante numa operação ainda mais brutal.
Esse cenário pode levar vários clubes a antecipar negociações para tentarem garantir o jogador antes de uma eventual explosão ainda maior no mercado. E é precisamente aí que o Benfica sente que pode ter mais força para negociar e empurrar os números para cima.
Há outro detalhe que reforça tudo: o próprio jogador quer sair
Se o mercado já estava quente, a vontade de Schjelderup torna o caso ainda mais sensível. O extremo quer sair neste verão, apesar de ter contrato com o Benfica até 2028 e de continuar protegido por uma cláusula de rescisão fixada nos 100 milhões de euros.
Essa vontade pesa muito. Quando um jogador sente que chegou a altura certa para dar o salto, todo o processo muda de dimensão. E no caso do internacional norueguês, o objetivo parece muito claro: encontrar um novo passo na carreira que lhe permita continuar a competir ao mais alto nível, idealmente ligado ao universo da Liga dos Campeões.
Esse desejo ajuda a explicar porque é que a saída surge hoje como o cenário mais provável. O Benfica sabe que tem um activo valorizado, sabe que o mercado está atento e sabe também que o jogador olha para este verão como a oportunidade ideal para subir de patamar.
Em janeiro esteve quase fora e até tinha as malas prontas
A história ganha ainda mais força quando se recorda o que aconteceu no mercado de inverno. Schjelderup esteve muito perto de sair da Luz em janeiro, com o Club Brugge a apresentar uma proposta a rondar os 10 milhões de euros. O entendimento entre clubes e jogador estava praticamente fechado e o extremo chegou mesmo a ter, literalmente, as malas feitas para seguir para a Bélgica.
Parecia o fim da linha em Lisboa. Mas tudo mudou de forma inesperada. As exibições de destaque na Liga dos Campeões travaram a operação e abriram uma nova fase na relação entre o jogador e o Benfica. Em vez de sair por um valor muito inferior, Schjelderup ficou, ganhou protagonismo e alterou por completo o seu estatuto dentro da equipa.
Essa reviravolta foi decisiva. O norueguês não só permaneceu, como conseguiu convencer José Mourinho e também os adeptos, transformando uma saída quase consumada numa afirmação de peso dentro do plantel encarnado.
Os números da época explicam porque é que o mercado acordou de vez
O extremo terminou a temporada com registos que reforçam totalmente a sua valorização. Foram 43 jogos, 10 golos e sete assistências, números que mostram o crescimento competitivo de um jogador que deixou de ser apenas promessa para passar a ser uma peça com impacto real.
Essas exibições chamaram naturalmente a atenção de clubes com outro peso europeu. O Barcelona aparece entre os emblemas atentos à situação do jogador e, além disso, também chegaram várias sondagens oriundas de Itália. O nome de Schjelderup já circula entre mercados fortes e o Benfica sabe que esta pressão não vai abrandar.
Quando um jogador jovem junta rendimento, margem de progressão e visibilidade internacional, o resultado costuma ser sempre o mesmo: o preço sobe, o interesse cresce e a permanência torna-se muito mais difícil de segurar.
O salto que o jogador quer dar ganha ainda mais força pelo contexto europeu
Schjelderup quer continuar a competir ao mais alto nível e esse ponto tem peso grande em toda esta equação. O extremo olha para o próximo passo da carreira como um salto desportivo e competitivo, não apenas como uma simples mudança de camisola.
Nesse contexto, há um detalhe que mexe com a situação do Benfica. O clube falhou a qualificação direta para a prova milionária e fica obrigado a disputar duas pré-eliminatórias e um play-off para tentar chegar à fase de liga da Liga Europa. Essa ausência de garantia imediata no grande palco europeu pode pesar na cabeça de um jogador que quer continuar ligado ao topo.
Para Schjelderup, esse cenário reforça ainda mais a ideia de que este poderá ser o momento certo para sair. O objetivo é claro: crescer, afirmar-se noutro contexto e manter-se no radar mais alto do futebol europeu.
Se não sair agora, o Benfica já sabe o que terá de fazer
Ainda assim, a SAD encarnada não quer deixar margem para qualquer desproteção futura. Tal como já tinha sido avançado, se a transferência não se concretizar neste mercado, o Benfica deverá avançar com uma proposta de renovação de contrato para salvaguardar o futuro do jogador e reforçar o controlo sobre um dos activos mais valiosos do plantel.
Esse movimento faria sentido dentro da lógica do clube. Manter Schjelderup sem mexer no vínculo seria um risco estratégico demasiado grande, sobretudo tendo em conta a forma como o jogador se valorizou e o interesse que começa a gerar em ligas e clubes de outra dimensão.
Mas nesta altura, essa hipótese parece mais um plano alternativo do que o cenário principal. O caminho que ganha mais força continua a ser o da saída já neste verão, com o Benfica a preparar-se para tentar transformar a valorização do jogador numa operação financeira de enorme impacto.
Na Luz todos percebem que esta pode ser a grande venda do verão
O Benfica sabe que Schjelderup está perante o momento mais importante desde que chegou ao clube. O extremo passou por um período inicial de adaptação, viveu momentos de incerteza, esteve quase fora em janeiro e acabou a época como um dos nomes mais quentes do plantel. Essa evolução é o que torna hoje a sua saída tão provável e, ao mesmo tempo, tão valiosa.
Se o mercado aquecer ainda mais e se o Campeonato do Mundo funcionar como montra adicional, os 40 milhões de euros podem transformar-se apenas no ponto de partida de uma negociação muito maior. E é precisamente isso que a SAD encarnada espera. Porque neste momento, poucas dúvidas parecem restar: Schjelderup já não é apenas um talento interessante. É um dos activos mais valiosos da Luz e o nome que pode rebentar com o verão benfiquista..



