Richard Ríos protagonizou uma das decisões mais inesperadas da vitória do Al Ittihad por 2-0 frente ao Al Diriyah. O médio colombiano foi utilizado como defesa-central durante a segunda parte, uma alteração que levantou dúvidas sobre as opções do treinador Jens Wissing. No final do encontro, o técnico alemão explicou o que esteve por detrás da decisão e garantiu que não se tratou de falta de confiança nos jovens jogadores.
Richard Ríos surpreende ao jogar como defesa-central
O Al Ittihad venceu o Al Diriyah por 2-0, esta sexta-feira, no Estádio Al Inma, em Jidá, num encontro da 11.ª jornada da Liga Saudita.
Apesar do triunfo, uma das principais questões após a partida esteve relacionada com a utilização de Richard Ríos no centro da defesa.
Ao intervalo, Jens Wissing retirou o defesa Saad Al Mousa e lançou o médio senegalês Dion Lopy, fazendo recuar o colombiano para uma posição pouco habitual.
Na conferência de imprensa, citada pelo jornal saudita Asharq Al-Awsat, o treinador explicou que a substituição esteve relacionada com a condição física e disciplinar de Al Mousa.
“Saad Al Mousa acabou de regressar de uma lesão muito prolongada. Participou e jogou de forma brilhante, mas fui obrigado a substituí-lo devido ao cartão amarelo. Não quis correr riscos”, afirmou.
Treinador esclarece polémica sobre falta de confiança nos jovens
Questionado sobre a decisão de adaptar Richard Ríos a defesa-central, Jens Wissing rejeitou que a alteração representasse falta de confiança nos jovens defesas do plantel.
“O facto de Richard Ríos ter jogado como defesa-central não significa falta de confiança nos jogadores jovens. Era um momento delicado e isso não quer dizer que vá utilizá-lo sempre nessa posição. Tenho de encontrar soluções”, explicou.
O treinador deixou, assim, claro que a utilização do colombiano foi uma resposta às circunstâncias do encontro, e não necessariamente uma mudança definitiva de posição.
Wissing foi também confrontado com as dificuldades defensivas da equipa devido à ausência do lesionado Hassan Kadesh, mas rejeitou a ideia de que o Al Ittihad tenha estado vulnerável.
“O Al Diriyah não nos ameaçou em momento algum do jogo de hoje”, respondeu.
Wissing explica escolhas no meio-campo do Al Ittihad
O técnico alemão abordou ainda a concorrência no meio-campo, nomeadamente a utilização de Mukhtar Ali e Richard Ríos em detrimento de Dion Lopy.
“É uma pergunta difícil. Tomamos decisões de acordo com as circunstâncias de cada jogo”, começou por esclarecer.
Wissing destacou a variedade de soluções disponíveis para a posição de médio defensivo.
“Temos várias opções para a posição seis, como Mukhtar Ali, Dion Lopy, Richard Ríos, Mohammed Fallatah e até Ahmed Al Ghamdi, porque é um jogador inteligente”, explicou.
O treinador acrescentou que não considera existir uma dupla indiscutivelmente superior às restantes.
“Temos seis jogadores que podem atuar nesta posição. Não posso dizer que uma dupla é melhor do que outra. Temos variedade, já jogaram bem anteriormente e escolho aquilo que considero melhor para cada encontro”, afirmou.
Al Ittihad vence e mantém-se na luta pelo título
Jens Wissing mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa, destacando a importância de conquistar os três pontos num calendário exigente.
“Estou feliz com a exibição, o resultado e a vitória. Foi um triunfo merecido em nossa casa, num jogo com características especiais devido ao calendário e ao pouco tempo disponível”, afirmou.
O treinador reconheceu que o Al Ittihad poderia ter construído um resultado mais confortável.
“Conseguimos gerir algum esforço depois de marcar o primeiro golo e mantivemos a nossa baliza a zero. Tivemos várias oportunidades e, se as tivéssemos concretizado, tudo teria sido mais fácil”, concluiu.
Com esta vitória, o Al Ittihad chegou aos 23 pontos e ocupa o quarto lugar da Liga Saudita, mantendo-se na luta pelos primeiros lugares.
Quanto a Richard Ríos, Wissing deixou claro que a adaptação ao centro da defesa foi uma solução pontual, sem garantir que o colombiano volte a desempenhar essa função nos próximos encontros.


