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    Ronaldo já tinha ameaçado abandonar a Seleção? Polémica de 2022 volta à tona e há um pormenor que está a dar que falar

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    By DESP365 on 9 de Outubro, 2026 Info Desporto
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    A polémica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus trouxe de volta um episódio ocorrido há quase quatro anos, durante o Mundial de 2022, no Catar. Na altura, o jornal Record noticiou que o capitão português tinha colocado a hipótese de abandonar o estágio da Seleção Nacional depois de saber que não seria titular frente à Suíça. A Federação Portuguesa de Futebol desmentiu categoricamente a informação, mas o jornal manteve a notícia e garantiu ter confirmado o episódio junto de várias fontes.

    O caso ganha agora uma nova dimensão, depois de Cristiano Ronaldo ter abandonado recentemente a concentração da Seleção Nacional na sequência de um desentendimento com Jorge Jesus.

    Embora os dois episódios tenham circunstâncias diferentes, existe uma semelhança que voltou a despertar a atenção: em ambos, o conflito surgiu num contexto de decisões do selecionador relacionadas com a utilização do capitão português.

    Mas há uma distinção fundamental: em 2022, a alegada ameaça de abandono foi noticiada pelo Record e negada pela FPF; em 2026, o próprio Ronaldo reconheceu ter abandonado o estágio e assumiu que não deveria tê-lo feito.

    Dezembro de 2022: a notícia que provocou uma enorme polémica

    Ronaldo querer abandonar a comitiva da seleção é recente? Em dezembro de 2022, o Record avançou que o capitão português ameaçou sair do estágio no Catar após saber que não seria titular frente à Suíça, nos oitavos de final do Mundial.

    FPF negou o episódio: "Uma notícia divulgada dá conta que Cristiano Ronaldo ameaçou deixar a Seleção durante uma conversa com Fernando Santos, selecionador nacional. A FPF esclarece que em momento algum o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, ameaçou deixar a equipa nacional durante o estágio no Catar. Cristiano Ronaldo constrói a cada dia um historial ímpar ao serviço da equipa nacional e do País que tem de ser respeitado e que atesta o inquestionável grau de compromisso com a Seleção. Aliás, o grau de entrega do jogador mais vezes internacional por Portugal ficou novamente demonstrado – se necessário fosse – na vitória frente à Suíça, nos oitavos de final do Mundial 2022. A Seleção Nacional – jogadores, treinadores e estrutura FPF – encontra-se, como desde o primeiro dia, totalmente empenhada e entusiasmada na construção daquela que o País deseja que seja a melhor participação de sempre de Portugal num Campeonato do Mundo."

    Enquanto o jornal Record mantinha a notícia e reafirmava a sua versão: "A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) voltou a desmentir uma notícia sobre algo ocorrido no seio da Seleção Nacional, desta vez sob a forma de comunicado no site oficial, garantindo que Cristiano Ronaldo nunca ameaçou deixar o estágio quando soube que não iria ser titular diante da Suíça. Apesar de se congratular por, agora, os desmentidos serem colocados por escrito, Record reafirma a informação publicada na edição desta quinta-feira, obtida junto de mais do que uma fonte: a conversa entre Fernando Santos e Cristiano Ronaldo, ocorrida na segunda-feira à noite, véspera do encontro com a Suíça, foi acalorada e o capitão da Seleção chegou a colocar a hipótese de sair. A conversa prosseguiu e o próprio jogador acabou por rapidamente recuar, entendendo que o momento não seria propício a uma fratura tão grande. Esta não é a primeira vez que a FPF desmente notícias sobre algo que sucedeu neste Mundial. Antes, vimos o selecionador nacional mudar a sua própria versão dos factos no espaço de apenas três dias. Vamos ver se, desta vez, a versão oficial da FPF aguenta mais tempo."

    Reação de Ronaldo na altura: "Um grupo demasiado unido para ser quebrado por forças externas. Uma nação demasiado corajosa para se deixar atemorizar perante qualquer adversário. Uma equipa no verdadeiro sentido da palavra, que vai lutar pelo sonho até ao fim! Acreditem connosco! Força, Portugal!"

    — Cabine Desportiva (@CabineSport) October 9, 2026

    Portugal preparava o encontro frente à Suíça, nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2022, quando Fernando Santos tomou uma das decisões mais mediáticas da sua passagem pela Seleção Nacional.

    O selecionador decidiu deixar Cristiano Ronaldo no banco de suplentes, apostando noutras soluções para o ataque português.

    A decisão teve enorme repercussão, sobretudo pelo estatuto do jogador e pela importância do encontro.

    Foi neste contexto que o jornal Record avançou que Ronaldo teria ameaçado abandonar a concentração portuguesa depois de saber que não seria titular.

    Segundo o relato publicado na altura, o capitão manteve uma conversa acalorada com Fernando Santos na noite anterior ao jogo.

    Durante essa conversa, de acordo com o jornal, Ronaldo chegou a colocar a possibilidade de sair do estágio, mas acabou por recuar rapidamente.

    O episódio nunca foi assumido oficialmente pelo jogador ou pela Federação Portuguesa de Futebol.

    FPF desmentiu categoricamente: “Em momento algum”

    A reação da Federação Portuguesa de Futebol não tardou.

    Perante a notícia divulgada pelo Record, o organismo emitiu um comunicado oficial a negar que Cristiano Ronaldo tivesse ameaçado abandonar a equipa durante o Mundial.

    “Uma notícia divulgada dá conta que Cristiano Ronaldo ameaçou deixar a Seleção durante uma conversa com Fernando Santos, selecionador nacional. A FPF esclarece que em momento algum o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, ameaçou deixar a equipa nacional durante o estágio no Catar.”

    A Federação foi ainda mais longe, defendendo o percurso e o compromisso do capitão português com a equipa das quinas.

    “Cristiano Ronaldo constrói a cada dia um historial ímpar ao serviço da equipa nacional e do País que tem de ser respeitado e que atesta o inquestionável grau de compromisso com a Seleção.”

    O comunicado recordava igualmente a participação do jogador na vitória sobre a Suíça.

    “Aliás, o grau de entrega do jogador mais vezes internacional por Portugal ficou novamente demonstrado – se necessário fosse – na vitória frente à Suíça, nos oitavos de final do Mundial 2022.”

    A FPF terminou a mensagem garantindo que jogadores, treinadores e restante estrutura estavam unidos e concentrados no objetivo de alcançar a melhor participação possível de Portugal num Campeonato do Mundo.

    O desmentido foi inequívoco: a versão oficial da Federação era a de que Ronaldo nunca tinha ameaçado abandonar o estágio.

    Record não recuou e respondeu à Federação

    Apesar da posição oficial da FPF, o jornal Record manteve a informação publicada.

    Numa resposta ao comunicado federativo, o diário desportivo garantiu que a notícia tinha sido confirmada por mais do que uma fonte.

    “Apesar de se congratular por, agora, os desmentidos serem colocados por escrito, Record reafirma a informação publicada na edição desta quinta-feira, obtida junto de mais do que uma fonte: a conversa entre Fernando Santos e Cristiano Ronaldo, ocorrida na segunda-feira à noite, véspera do encontro com a Suíça, foi acalorada e o capitão da Seleção chegou a colocar a hipótese de sair.”

    O jornal acrescentou um pormenor importante: segundo a sua versão, Ronaldo não teria mantido a intenção de abandonar a equipa.

    “A conversa prosseguiu e o próprio jogador acabou por rapidamente recuar, entendendo que o momento não seria propício a uma fratura tão grande.”

    Ou seja, o Record não afirmava que Cristiano Ronaldo tinha efetivamente abandonado a Seleção em 2022, mas sim que teria ponderado fazê-lo durante uma discussão com Fernando Santos.

    A publicação terminou a resposta com uma crítica direta à Federação.

    “Esta não é a primeira vez que a FPF desmente notícias sobre algo que sucedeu neste Mundial. Antes, vimos o selecionador nacional mudar a sua própria versão dos factos no espaço de apenas três dias. Vamos ver se, desta vez, a versão oficial da FPF aguenta mais tempo.”

    Estavam, portanto, em confronto duas versões incompatíveis: a da Federação, que negava qualquer ameaça, e a do jornal, que reafirmava a existência da conversa e a possibilidade de abandono.

    A reação de Cristiano Ronaldo: uma mensagem sobre a união

    No meio da polémica, Cristiano Ronaldo recorreu às redes sociais para publicar uma mensagem de apoio à Seleção Nacional.

    Sem confirmar a notícia do Record nem abordar diretamente a alegada discussão com Fernando Santos, o capitão destacou a união do grupo.

    “Um grupo demasiado unido para ser quebrado por forças externas. Uma nação demasiado corajosa para se deixar atemorizar perante qualquer adversário. Uma equipa no verdadeiro sentido da palavra, que vai lutar pelo sonho até ao fim! Acreditem connosco! Força, Portugal!”

    A publicação surgiu num momento em que o ambiente à volta da equipa portuguesa estava marcado por especulações sobre a relação entre Ronaldo e o selecionador.

    A mensagem foi interpretada como um apelo à união, mas não constituiu uma confirmação nem um desmentido explícito dos acontecimentos relatados pelo jornal.

    Quase quatro anos depois, o cenário voltou a repetir-se?

    O episódio de 2022 voltou a ganhar atualidade devido ao recente conflito entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus.

    Desta vez, a polémica começou depois de o capitão português não ter sido utilizado frente à Noruega, apesar de ter realizado exercícios de aquecimento durante a partida.

    No extenso comunicado que publicou posteriormente, Ronaldo acusou o selecionador de não ter cumprido compromissos assumidos relativamente à sua utilização.

    O avançado explicou que o problema não estava simplesmente em ter ficado no banco de suplentes, mas no que considerou ser uma quebra de palavra por parte do treinador.

    O conflito agravou-se nos dias seguintes e culminou com a saída do jogador da concentração portuguesa.

    Ao contrário do que aconteceu em 2022, Ronaldo reconheceu expressamente o abandono e assumiu a responsabilidade pela decisão.

    O capitão admitiu que não deveria ter deixado os companheiros e colocou-se à disposição para aceitar as consequências disciplinares do seu comportamento.

    Esta diferença é essencial para compreender os dois episódios.

    Fernando Santos e Jorge Jesus: dois conflitos com diferenças importantes

    Em dezembro de 2022, a questão central era a decisão de Fernando Santos de deixar Cristiano Ronaldo fora do onze inicial frente à Suíça.

    Segundo o Record, essa decisão teria provocado uma conversa acalorada e levado o capitão a ponderar abandonar o estágio.

    A Federação negou que essa ameaça tivesse existido e Ronaldo permaneceu com a equipa durante a competição.

    Em outubro de 2026, a situação apresenta contornos diferentes.

    Ronaldo não contestou apenas uma opção técnica de Jorge Jesus. No seu comunicado, alegou que existiam entendimentos prévios sobre a gestão dos seus minutos e que o selecionador não teria cumprido o que fora combinado.

    Essas acusações correspondem à versão apresentada pelo jogador e não devem ser confundidas com factos independentemente demonstrados.

    O resultado, contudo, foi mais grave do ponto de vista disciplinar: o capitão abandonou efetivamente a concentração da Seleção Nacional, algo que reconheceu ter sido um erro.

    Assim, embora seja possível identificar semelhanças entre os dois momentos, não seria rigoroso afirmar que o episódio de 2022 ficou comprovado pelos acontecimentos de 2026.

    O passado volta a colocar Ronaldo no centro da discussão

    O regresso desta notícia à atualidade levanta inevitavelmente questões sobre a relação de Cristiano Ronaldo com os diferentes selecionadores nacionais e sobre a forma como reage a decisões relacionadas com o seu tempo de jogo.

    Mas qualquer análise tem de distinguir aquilo que foi noticiado daquilo que ficou efetivamente confirmado.

    Em 2022, o Record sustentou que Ronaldo tinha colocado a hipótese de abandonar o estágio no Catar. A FPF negou-o categoricamente e o jogador não chegou a abandonar a equipa.

    Em 2026, Ronaldo deixou a concentração, explicou publicamente os motivos e admitiu que a sua atitude foi errada.

    O que se pode afirmar com segurança é que a possibilidade de uma rutura entre Cristiano Ronaldo e a Seleção Nacional já tinha sido notícia em dezembro de 2022. O que não se pode afirmar é que a alegada ameaça dessa altura tenha ficado provada.

    Quase quatro anos depois, a polémica voltou a colocar o capitão português no centro de uma discussão que ultrapassa as escolhas de um treinador e envolve a autoridade do selecionador, a disciplina do grupo e o estatuto de uma das maiores figuras da história do futebol português.

    E há um detalhe que torna o contraste particularmente significativo: em 2022, a Federação saiu publicamente em defesa de Ronaldo e negou que tivesse ameaçado abandonar a equipa. Em 2026, foi o próprio jogador a reconhecer que saiu e que não o deveria ter feito.

    Dicas de Apostas

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