Vangelis Pavlidis voltou a fazer aquilo que melhor sabe: marcar golos pelo Benfica. No entanto, houve um pormenor que não passou despercebido aos adeptos durante a vitória dos encarnados frente ao Omonia, em Chipre. Depois de colocar a bola no fundo das redes, o avançado grego surpreendeu ao não festejar. No final do encontro, o próprio jogador revelou o motivo por detrás da decisão, numa explicação marcada pela emoção, pelo respeito e por uma ligação familiar ao país onde decorreu a partida. E houve ainda espaço para reagir a um feito histórico alcançado com a camisola das águias.
O Benfica conquistou uma vitória importante frente ao Omonia, num encontro da Liga Europa em que Vangelis Pavlidis voltou a assumir um papel de destaque.
O internacional grego marcou um dos golos da equipa encarnada, mas, ao contrário do que habitualmente acontece, optou por não celebrar o momento.
O gesto despertou curiosidade entre os adeptos, sobretudo porque o avançado não tem qualquer passado como jogador do Omonia que justificasse uma decisão semelhante.
Contudo, a explicação surgiu pouco depois do apito final, durante uma entrevista à Sport TV.
Pavlidis revelou que a decisão foi motivada pelo carinho recebido em Chipre e pelo respeito que sente pelas pessoas que o acolheram durante a visita do Benfica.
O verdadeiro motivo pelo qual Pavlidis não festejou o golo
Questionado sobre a experiência de jogar em Chipre, Vangelis Pavlidis começou por destacar o ambiente que encontrou no estádio.
O avançado explicou que se tratou de uma ocasião particularmente especial, por ter sido a primeira vez que disputou um encontro naquele país.
“Foi muito bom jogar pela primeira vez em Chipre e num estádio de matriz grega. Gostei muito do ambiente, foi realmente especial”, começou por afirmar à Sport TV.
O internacional grego revelou que sentiu uma receção calorosa ainda antes de o encontro começar.
“Senti muito carinho já no aquecimento e por isso é que não festejei o meu golo, pelo respeito que tenho por estas pessoas”, explicou Pavlidis.
A decisão de não celebrar foi, assim, uma forma de retribuir o respeito e a simpatia demonstrados pelos adeptos presentes no estádio.
Apesar de estar a representar o Benfica e de querer contribuir para a vitória da equipa, o avançado considerou que aquele momento merecia uma atitude diferente.
O gesto não resultou de qualquer obrigação, mas de uma decisão pessoal tomada perante o ambiente vivido em Chipre.
Pavlidis chega ao 16º na temporada e devolve a vantagem ao SL Benfica 🤩
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— sport tv (@sporttvportugal) October 22, 2026
Ligação familiar a Chipre tornou o momento ainda mais especial
A explicação de Pavlidis não ficou limitada ao carinho recebido dos adeptos.
O avançado revelou também um detalhe pessoal que ajuda a compreender a importância que atribuiu à deslocação a Chipre.
“O meu irmão vive na ilha”, contou o jogador do Benfica.
Esta ligação familiar contribuiu para tornar a experiência ainda mais significativa para o internacional grego.
Jogar pela primeira vez em Chipre, num estádio com uma forte identidade cultural grega, representou uma ocasião especial para o avançado.
Pavlidis voltou a destacar a forma como foi recebido, deixando claro que o gesto de não festejar surgiu de forma espontânea.
“Gostei bastante do ambiente, da forma como me acolheram e foi um gesto que me veio do coração”, acrescentou.
As palavras do futebolista demonstram que, apesar da importância competitiva do encontro, existiu também uma dimensão pessoal e emocional associada à partida.
O avançado conseguiu marcar pelo Benfica, mas optou por demonstrar respeito por aqueles que o receberam com especial carinho.
Pavlidis alcança marca histórica e já é o quarto melhor marcador estrangeiro do Benfica
Para além do golo frente ao Omonia, Vangelis Pavlidis teve outro motivo para recordar a partida.
O avançado alcançou uma marca individual de grande significado na história do clube da Luz.
O internacional grego tornou-se o quarto melhor marcador estrangeiro da história do Benfica, reforçando o estatuto que tem vindo a construir com a camisola encarnada.
O feito foi destacado durante a entrevista à Sport TV, mas a reação do jogador acabou por surpreender.
Quando foi informado da posição que passou a ocupar na lista histórica de goleadores estrangeiros do clube, Pavlidis admitiu que desconhecia o registo.
“Não sabia disso, mas é claro que é muito especial quando jogas num clube enorme como o Benfica e consegues alcançar feitos, tanto no rendimento coletivo da equipa como a nível individual”, afirmou.
O avançado mostrou-se satisfeito com a marca alcançada, mas fez questão de associar o sucesso individual aos objetivos da equipa.
“Fico muito feliz por isso, quero continuar assim e dar o meu melhor pelo clube”, acrescentou.
A reação evidencia a importância que Pavlidis atribui ao percurso que está a construir no Benfica, sem perder de vista a responsabilidade de contribuir para os resultados coletivos.
Benfica sofreu na primeira parte e teve de mudar de atitude
Apesar da vitória, Pavlidis reconheceu que a exibição do Benfica não foi igualmente convincente durante todo o encontro.
O internacional grego admitiu que a equipa apresentou um rendimento abaixo do esperado na primeira parte, uma situação que obrigou os jogadores a refletir durante o intervalo.
Segundo o avançado, o balneário percebeu que seria necessário aumentar significativamente a intensidade e a qualidade do jogo para conseguir vencer.
“Vimos que, se baixarmos o nosso rendimento como aconteceu na primeira parte, não conseguimos ganhar assim”, explicou.
O jogador destacou depois a reação da equipa durante a segunda metade da partida.
“Na segunda parte compreendemos, todos no balneário perceberam, que tínhamos de dar muito mais”, acrescentou.
As declarações revelam que o Benfica identificou as dificuldades sentidas nos primeiros 45 minutos e procurou corrigir os problemas após o intervalo.
Para Pavlidis, a capacidade de reação foi importante para alcançar o resultado pretendido, mas também deixou um aviso para os próximos compromissos.
A equipa não poderá permitir quebras de rendimento se quiser continuar a somar vitórias nas competições europeias.
Pavlidis revela a mensagem do treinador no balneário
O avançado foi também questionado sobre as ambições do Benfica na Liga Europa, numa altura em que a equipa tem demonstrado uma capacidade ofensiva que desperta expectativas entre os adeptos.
Contudo, Pavlidis recusou alimentar discursos demasiado ambiciosos sobre o futuro.
O internacional grego explicou que a equipa técnica tem transmitido uma mensagem clara aos jogadores: manter a humildade e concentrar-se exclusivamente no próximo desafio.
“O treinador pede-nos para nos mantermos humildes e irmos jogo a jogo”, revelou o avançado.
A orientação pretende evitar que os bons resultados levem a equipa a perder a concentração ou a desvalorizar os adversários.
O encontro frente ao Omonia serviu precisamente para demonstrar que qualquer quebra de rendimento pode complicar a conquista dos três pontos.
Pavlidis considera que o Benfica tem de manter a exigência em todos os encontros, independentemente da qualidade ofensiva que consiga apresentar.
Para o avançado, a consistência será fundamental para alcançar os objetivos europeus.
Benfica quer terminar a primeira fase da Liga Europa entre os oito primeiros
Apesar de evitar previsões sobre até onde o Benfica poderá chegar na Liga Europa, Pavlidis identificou um objetivo concreto para a equipa.
Os encarnados pretendem terminar a fase de liga entre os oito primeiros classificados, garantindo uma posição favorável para a continuidade na competição.
O avançado considera que a prioridade deve passar por disputar os oito encontros desta fase com a máxima concentração, procurando assegurar um lugar no grupo dos oito melhores.
“Falar do futuro é ir longe demais e não me quero focar nisso”, começou por explicar.
O internacional grego reforçou depois a importância de estabelecer objetivos a curto prazo.
“O foco tem de estar nos oito jogos que temos pela frente nesta fase, procurar ficar nos primeiros oito lugares e depois pensar jogo a jogo”, afirmou.
Para Pavlidis, pensar antecipadamente nas fases mais avançadas da competição poderá desviar a atenção daquilo que realmente importa neste momento.
O jogador considera que o Benfica deve construir o seu percurso europeu através de resultados consistentes e de uma abordagem equilibrada a cada adversário.
“É a única forma de alcançar objetivos”, concluiu.
Golo, recorde histórico e um gesto que não passou despercebido
A deslocação do Benfica a Chipre acabou por assumir um significado especial para Vangelis Pavlidis por diferentes motivos.
O avançado contribuiu para a vitória sobre o Omonia, alcançou uma posição de destaque na história dos goleadores estrangeiros do clube e viveu uma experiência emocionalmente marcante num país onde reside o seu irmão.
Contudo, foi a decisão de não festejar o golo que mais curiosidade despertou.
O internacional grego explicou que o carinho recebido desde o aquecimento e o respeito pelos adeptos presentes no estádio estiveram na origem do gesto.
O momento demonstrou que, mesmo num encontro europeu de grande importância competitiva, existem circunstâncias pessoais capazes de influenciar a forma como um jogador reage a um golo.
Quanto ao futuro do Benfica na Liga Europa, Pavlidis prefere manter os pés bem assentes na terra.
O avançado reconhece a qualidade ofensiva da equipa, mas lembra que a quebra de rendimento na primeira parte frente ao Omonia deve servir de aviso.
O objetivo passa por continuar a vencer, manter a humildade e procurar terminar a fase de liga entre os oito primeiros classificados.
Entre um novo feito histórico com a camisola do Benfica e uma celebração que decidiu não fazer, Pavlidis saiu de Chipre com uma vitória e uma história especial para contar. E a explicação foi tão simples quanto emotiva: “Foi um gesto que me veio do coração”.


