O FC Porto-Manchester City não ficou marcado apenas pelo futebol e pela vitória inglesa por 2-0. O final da primeira parte foi particularmente quente, com protestos, troca de palavras e um momento de tensão que envolveu Rúben Dias e Tiago Madureira, diretor de futebol dos dragões.
Depois do encontro, Enzo Maresca foi confrontado com o episódio e com a possibilidade de o comportamento do internacional português poder vir a ser analisado pela UEFA. O treinador do Manchester City evitou comentar diretamente essa hipótese, mas respondeu com uma comparação que deixou um claro recado ao banco portista.
«Pode perguntar o que quiser, mas quantas vezes me viu, ou ao meu banco, ou às pessoas que trabalham comigo, a levantar-se? Zero, durante 95 minutos. Quantas vezes viu o banco deles? Portanto…», atirou Maresca.
Maresca: "Pode perguntar o que quiser, mas quantas vezes me viu, ou ao meu banco, ou às pessoas que trabalham comigo, a levantar-se? Zero, durante 95 minutos. Quantas vezes viu o banco deles? Portanto…"pic.twitter.com/AJV1nzckGR
— Cabine Desportiva (@CabineSport) September 9, 2026
O que aconteceu no final da primeira parte?
O ambiente aqueceu nos últimos instantes antes do intervalo, numa altura em que o FC Porto reclamava uma possível segunda advertência para Gvardiol, que poderia significar a expulsão do jogador do Manchester City.
Pouco depois, o árbitro Simon Marciniak deu por terminada a primeira parte e as duas equipas começaram a dirigir-se para os balneários.
Foi durante esse percurso que a tensão aumentou.
Henrique Monteiro, delegado ao jogo do FC Porto, e Tiago Madureira, diretor de futebol dos dragões, acompanharam o grupo de jogadores que seguia próximo do árbitro.
Henrique Monteiro dirigiu algumas palavras a Marciniak, aparentemente relacionadas com decisões tomadas pelo juiz durante a primeira parte.
Enzo Fernández também entrou na discussão
Enzo Fernández, que se encontrava próximo do árbitro, continuou em direção aos balneários, mas acabou por se dirigir a Henrique Monteiro com o dedo indicador levantado.
A situação pareceu acalmar por breves momentos, mas rapidamente surgiu um novo foco de tensão.
Tiago Madureira, que seguia atrás do grupo, terá aparentemente dirigido palavras a Enzo Fernández.
Foi então que Rúben Dias interveio e afastou o dirigente do FC Porto, antes de os intervenientes seguirem para o túnel de acesso aos balneários.
Poderá a UEFA analisar a atitude de Rúben Dias?
O episódio acabou naturalmente por ser tema na conferência de imprensa de Enzo Maresca.
O treinador foi questionado sobre o comportamento de Rúben Dias e sobre a possibilidade de a UEFA poder abrir algum tipo de procedimento relativamente ao sucedido.
Maresca, porém, não respondeu diretamente sobre uma eventual intervenção disciplinar da UEFA.
Em vez disso, preferiu comparar o comportamento dos dois bancos ao longo dos 95 minutos.
«Pode perguntar o que quiser, mas quantas vezes me viu, ou ao meu banco, ou às pessoas que trabalham comigo, a levantar-se? Zero, durante 95 minutos. Quantas vezes viu o banco deles? Portanto…»
Maresca aponta o dedo ao comportamento do banco portista
A resposta não contém uma acusação direta, mas a mensagem dificilmente poderia ser mais evidente.
Para Maresca, o comportamento da sua equipa técnica contrastou com aquilo que aconteceu do lado portista durante o encontro.
O treinador do Manchester City preferiu, assim, deslocar a discussão da intervenção específica de Rúben Dias para a atitude global dos dois bancos.
Tudo aconteceu numa primeira parte já marcada por vários momentos de contestação às decisões de Simon Marciniak.
No final, o Manchester City acabou por resolver o encontro na segunda parte, com Erling Haaland a marcar os dois golos da vitória por 2-0.
Mas a tensão vivida antes do intervalo não ficou esquecida.
E quando Maresca foi chamado a explicar aquilo que aconteceu, respondeu com uma pergunta que funcionou como recado direto para o lado portista: «Quantas vezes viu o banco deles?»


