Jakub Kaminski ainda procura conquistar verdadeiro espaço no Benfica, mas na Polónia o cenário é completamente diferente. Apesar da reduzida utilização na Luz, o extremo de 24 anos continua a merecer a confiança do selecionador Jan Urban e já é apontado como um dos jogadores que deverão assumir a liderança da seleção quando terminar a era de nomes como Robert Lewandowski e Piotr Zielinski.
O voto de confiança chega através de Marek Kozminski, antigo internacional polaco com experiência na Serie A e presença no Mundial de 2002, que colocou Kaminski e Nicola Zalewski entre os nomes destinados a assumir maiores responsabilidades na próxima geração.
E o mais curioso é que a falta de minutos no Benfica não parece preocupar minimamente o selecionador polaco.
Kaminski chamado a pegar na Polónia “pela mão”
Robert Lewandowski tem 38 anos e Piotr Zielinski 32. A inevitável renovação da seleção polaca aproxima-se e Kozminski acredita que essa transição deve ser realizada com cautela.
Mas já existem dois jogadores aos quais exige outro nível de responsabilidade: Jakub Kaminski e Nicola Zalewski, médio da Atalanta.
“Esperamos deles não apenas os altos, mas também que os baixos sejam os mínimos possíveis. Num certo ponto, é preciso exigir maior estabilidade.”
Para o antigo defesa, a idade dos dois jogadores significa que já não podem ser vistos apenas como jovens promessas.
“Se falamos de jogadores com 24-25 anos que devem ser a força da seleção, já não estamos na fase em que podemos falar apenas de juventude.”
E deixou claro aquilo que espera dos dois:
“Deles esperamos regularidade e que peguem nesta seleção pela mão, puxando pelos colegas mais novos.”
Sucessão de Lewandowski começa a ser preparada
As declarações não significam naturalmente que Kaminski seja visto como um substituto direto de Lewandowski em termos posicionais. O jogador do Benfica atua sobretudo como extremo, enquanto o veterano é uma referência no centro do ataque.
A sucessão apontada por Kozminski está relacionada com o estatuto e a responsabilidade dentro da seleção polaca.
Com Lewandowski e Zielinski cada vez mais próximos da fase final das respetivas carreiras internacionais, a Polónia necessita de encontrar jogadores capazes de assumir maior influência dentro e fora de campo.
E Kaminski surge já entre os escolhidos para essa missão.
Selecionador não está preocupado com os poucos minutos no Benfica
O contraste com aquilo que está a acontecer na Luz é evidente.
Kaminski chegou à seleção sem grande continuidade no Benfica, mas Jan Urban não considera que isso seja motivo suficiente para retirar confiança ao extremo.
O selecionador polaco utilizou precisamente uma das recentes oportunidades concedidas ao jogador para justificar a sua posição.
“Quando teve a oportunidade contra o Milan, fez uma exibição brilhante, notou-se enorme vontade de jogar.”
Urban desvalorizou depois diretamente a pouca utilização no clube:
“A falta regular de minutos não é um grande problema para mim, pois esses jogadores querem certamente jogar mais e não perderam totalmente a noção de jogo.”
Exibição frente ao Milan deixou marca
A atuação de Kaminski frente ao Milan parece ter servido para demonstrar ao selecionador que o jogador continua preparado para responder quando recebe uma oportunidade.
Apesar de ainda não ter conseguido estabelecer-se como uma presença regular nas escolhas do Benfica, o extremo mantém assim um estatuto importante na seleção polaca.
Kaminski deverá mesmo ser titular esta sexta-feira no encontro da Liga das Nações frente à Bósnia e Herzegovina.
Na equipa inicial deverão igualmente aparecer Filip Bednarek e Jakub Kiwior, jogadores do FC Porto.
De discreto no Benfica a referência para o futuro da Polónia
Kaminski vive, portanto, duas realidades bastante diferentes.
No Benfica, procura conquistar mais minutos e afirmar-se definitivamente. Na seleção, recebe a confiança de Jan Urban e começa a ser colocado entre os futebolistas que terão de assumir maiores responsabilidades quando a geração de Lewandowski e Zielinski abandonar o palco internacional.
Aos 24 anos, o tempo de ser tratado apenas como promessa começa a terminar.
E a mensagem que chega da Polónia é clara: independentemente da pouca utilização no Benfica, há quem veja em Jakub Kaminski um dos jogadores destinados a “pegar pela mão” numa nova geração da seleção polaca.


