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    Amigo de Jorge Jesus faz acusação explosiva: “Disseram que se não pedisse desculpa a Ronaldo seria demitido”

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    By DESP365 on 6 de Outubro, 2026 Info Desporto
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    A polémica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus acaba de ganhar uma dimensão ainda mais grave. Carlos Padrão, amigo pessoal do selecionador nacional, acusa Tiago Craveiro, antigo vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e atualmente ligado à CR7 S.A., de ter feito chegar uma mensagem a pessoas próximas de Jesus: se o treinador não pedisse publicamente desculpa a Ronaldo, seria demitido. O antigo guarda-redes fala mesmo numa “ameaça velada”.

    Um dia depois de responsabilizar a “entourage” de Cristiano Ronaldo pela escalada do conflito e de apontar diretamente o nome de Tiago Craveiro, Carlos Padrão voltou ao assunto e apresentou novas e graves acusações.

    Presente no programa “Jogo Aberto”, da SIC Notícias, Padrão afirmou que terá existido uma tentativa de condicionar aquilo que Jorge Jesus deveria dizer publicamente antes do encontro de Portugal com a Dinamarca.

    Importa sublinhar que estas são acusações feitas por Carlos Padrão. No relato apresentado, não é indicada uma resposta de Tiago Craveiro às mesmas.

    Jorge Jesus “está muito triste”, revelou o amigo do selecionador nacional, com quem falou na manhã desta terça-feira. Técnico português não pediu desculpas a ninguém, mas assumiu o erro e justificou a decisão.

    Veja as declarações completas em: https://t.co/Ui0QsjvYxY… pic.twitter.com/WiVUqfllUi

    — SIC Notícias (@SICNoticias) October 6, 2026

    “Se não fizesse um pedido de desculpas público, seria demitido”

    Segundo Carlos Padrão, Tiago Craveiro terá contactado pessoas próximas de Jorge Jesus e transmitido uma mensagem particularmente forte.

    “Entrou em contacto com pessoas próximas de Jorge Jesus e disse que se [o selecionador] não fizesse um pedido de desculpas público a abrir a conferência de imprensa [antes do jogo de Portugal com a Dinamarca], seria demitido. Houve uma ameaça velada, que não foi feita diretamente a Jorge Jesus.”

    A confirmar-se a versão apresentada pelo antigo guarda-redes, terá existido uma tentativa para que Jesus começasse a conferência de imprensa com um pedido formal de desculpas a Cristiano Ronaldo.

    Padrão afirma mesmo que terá sido preparado uma espécie de “guião” para aquilo que o selecionador deveria dizer.

    “Tentaram fazer um guião para Jorge Jesus na conferência de imprensa, para que fizesse formalmente um pedido de desculpas a Cristiano Ronaldo.”

    Jorge Jesus terá recusado pedir desculpa

    Segundo Carlos Padrão, Jesus garantiu-lhe pessoalmente que nunca apresentou esse pedido de desculpas.

    O selecionador terá reconhecido apenas um erro na gestão da situação, algo que o amigo considera substancialmente diferente de pedir desculpa ao capitão.

    “Jorge Jesus garantiu-me que não pediu desculpas a ninguém. Fez a assunção do erro. Justificou [não ter metido Ronaldo no jogo com a Noruega, depois de o ter colocado a aquecer], mas disse que não era um problema. Admitir um erro é uma coisa, pedir desculpa é outra.”

    Esta distinção ajuda também a explicar a posição que Jesus tem assumido publicamente desde o início da polémica: reconhecer que determinados aspetos da gestão poderiam ter sido diferentes, sem aceitar que tenha de pedir desculpa pela decisão desportiva de não utilizar Cristiano Ronaldo.

    “Falei com o Jorge de manhã e ele está muito triste”

    Carlos Padrão revelou ainda ter falado com Jorge Jesus na manhã desta terça-feira e descreveu o estado de espírito do selecionador perante tudo aquilo que aconteceu.

    “Falei com o Jorge de manhã e ele está muito triste. O sentimento que prevalece do discurso dele é de tristeza porque não estava à espera de nada disto.”

    Segundo o antigo guarda-redes, a situação será particularmente dolorosa para Jesus devido à relação que construiu com Cristiano Ronaldo durante o período em que ambos trabalharam juntos no Al Nassr.

    Padrão afirma que o treinador acreditava ter criado uma amizade com CR7 e estava convencido de que seria possível gerir a utilização do avançado na Seleção, mesmo numa fase em que o seu estatuto desportivo teria inevitavelmente de começar a mudar.

    Jesus terá convencido Ronaldo a não abandonar a Seleção

    O amigo do selecionador revelou ainda um dado particularmente relevante sobre aquilo que terá acontecido anteriormente entre os dois.

    Segundo Carlos Padrão, Cristiano Ronaldo pretendia anunciar a retirada da Seleção, mas Jorge Jesus e Pedro Proença terão procurado convencê-lo a continuar.

    “O Cristiano queria anunciar a retirada e foi Jorge Jesus, juntamente com Pedro Proença, a dizer-lhe que não podia acabar assim, a chorar num Campeonato do Mundo.”

    Padrão atribuiu ainda a Jesus uma mensagem dirigida diretamente ao capitão:

    “Tens de acabar em glória e vamos tratar disso.”

    De acordo com esta versão, Jorge Jesus acreditava que seria possível encontrar uma forma de prolongar a passagem de Cristiano Ronaldo pela equipa nacional e permitir-lhe terminar a carreira internacional de uma maneira diferente.

    Jesus acreditava que conseguia gerir Ronaldo

    O problema surgiu quando chegou o momento de transformar essa intenção numa gestão concreta dos minutos e do estatuto de Ronaldo.

    Carlos Padrão explicou que Jesus estava convencido de que o conhecimento adquirido durante aproximadamente um ano de trabalho conjunto no Al Nassr permitiria gerir naturalmente essa transição.

    “Jorge Jesus acreditava convictamente que era possível gerir [a utilização] de Cristiano Ronaldo.”

    Segundo Padrão, a atual rutura estará por isso a custar particularmente ao selecionador, que considerava ter desenvolvido uma relação de amizade com o capitão português.

    As novas declarações mudam novamente o foco da polémica. Depois de vários dias em que todas as atenções estiveram concentradas nas decisões de Jorge Jesus e na reação de Cristiano Ronaldo, Carlos Padrão coloca agora diretamente em causa a atuação de elementos ligados ao círculo do jogador.

    E deixa uma acusação que promete alimentar ainda mais o caso: segundo o amigo pessoal de Jorge Jesus, alguém ligado a Cristiano Ronaldo terá feito chegar aos próximos do selecionador a mensagem de que, se não pedisse desculpa publicamente a CR7, acabaria demitido.

    Por enquanto, trata-se da versão apresentada por Carlos Padrão. Mas, depois desta acusação, fica por esclarecer quem teria autoridade para concretizar uma eventual demissão e qual foi exatamente a intervenção de Tiago Craveiro em todo o processo.

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