A semana de Cristiano Ronaldo continua a piorar. Depois do castigo da FPF, do penálti falhado e do golo desperdiçado de baliza aberta frente ao Neom, chegou agora um ataque de uma das lendas do próprio Al Nassr.
Fahd Al-Hurifi, antigo jogador do clube de Riade, não poupou o capitão português no programa saudita «Dawrina Gheir», num vídeo que fez questão de partilhar na sua conta pessoal do X. A mensagem não podia ser mais direta: está na hora de parar.
«Chegou a um nível assustador»
«Ronaldo chegou a um nível futebolístico assustador», atirou Al-Hurifi, citado pela Goal. Para o antigo jogador, o problema é a idade e o tipo de jogador que Ronaldo é. Os jogadores que dependem mais da força, da velocidade e da movimentação do que da técnica não conseguem manter o nível quando envelhecem. Segundo ele, Ronaldo, aos 41 anos, chegou a esse ponto.
Al-Hurifi deixou também uma acusação mais pesada. Na sua opinião, os próprios colegas já evitam dar a bola a Ronaldo para não o deixar mal, e quando isso acontece, disse, «tens de saber que o teu nível é assustador e que tens de parar».
Os números de uma noite para esquecer
As críticas surgem horas depois da vitória do Al Nassr sobre o Neom (1-0), na 10.ª jornada da Liga Saudita. Ronaldo atirou para fora um penálti nos descontos da primeira parte e, logo a abrir a segunda, rematou por cima com a baliza escancarada. Mesmo assim jogou os 90 minutos, e o golo da vitória foi de João Félix.
Segundo a Goal, Ronaldo soma esta época 5 golos em 10 jogos pelo Al Nassr, uma média de um golo a cada dois jogos. É um número modesto para quem foi contratado para ser a referência ofensiva e o maior goleador da Liga.
Não é a primeira vez
Al-Hurifi não é novo nestas críticas. Numa declaração anterior, recordada pela imprensa saudita, já tinha chamado a Ronaldo «meio jogador» e defendido que devia sair do onze. Desta vez foi mais longe e falou em fim de carreira.
Para já, Ronaldo não respondeu. A pressão aumenta numa altura em que o português insiste que quer continuar a competir ao mais alto nível. Na Arábia Saudita, há cada vez mais vozes a pensar o contrário.


