O Benfica voltou a meter o pé no acelerador e deu um golpe que promete fazer muito barulho no futsal português. Depois de vários meses de negociações falhadas entre Matheus Assunção e o Sporting, as águias entraram em cena com argumentos financeiros mais fortes, passaram à frente dos leões e ficaram muito perto de garantir um guarda-redes apontado como um dos melhores do Mundo na sua posição.
O internacional brasileiro, de 27 anos, termina contrato com o Joinville no final do ano e chegará à Luz em janeiro, sem custos de transferência, para reforçar a equipa de Cassiano Klein. O cenário ganhou ainda mais impacto por causa do contexto da operação: o Sporting trabalhou este dossier durante bastante tempo, mas acabou por ver o Benfica aparecer no momento decisivo e fechar um negócio que promete agitar ainda mais a rivalidade entre os dois clubes.
O Benfica apareceu no momento certo e virou completamente a operação
Matheus Assunção esteve em negociações com o Sporting durante vários meses, num processo que parecia encaminhado para os leões dentro da lógica de reorganização do plantel. A ideia passava por preparar a saída de Henrique Rafagnin, enquanto o Benfica, por seu lado, se tinha virado para Nicolas Souza, do Jaraguá.
Mas tudo mudou quando as conversas entre Matheus e os verdes e brancos falharam. Foi aí que o Benfica entrou em força. Com uma proposta financeiramente bastante mais vantajosa, as águias conseguiram ultrapassar o Sporting e fechar rapidamente o dossiê, num movimento que muda por completo o desenho desta operação.
Este volte-face mostra bem como o mercado se decide muitas vezes em pequenos momentos de ruptura. O Sporting trabalhou durante meses, mas foi o Benfica quem apareceu com mais força quando a janela certa se abriu.
Matheus Assunção chega a custo zero e assina por três épocas e meia
O guarda-redes brasileiro termina contrato com o Joinville no final deste ano e aterra na Luz em janeiro sem qualquer custo de transferência. Esse detalhe torna a operação ainda mais apetecível para o Benfica, que consegue garantir um reforço de grande peso sem precisar de pagar pelo passe.
Segundo o cenário avançado, o contrato com os encarnados deverá ser válido por três temporadas e meia, o que mostra bem o nível de confiança colocado no jogador. Não se trata de uma solução provisória nem de uma aposta de curto prazo. O Benfica quer Matheus Assunção como parte importante da estrutura para os próximos anos.
Além disso, a chegada em janeiro permite ao clube antecipar desde já uma situação que já se desenha no horizonte, preparando com tempo a próxima fase da baliza encarnada.
Vai disputar a titularidade e prepara uma possível transição na baliza
Matheus Assunção chega ao Benfica para concorrer diretamente com Léo Gugiel pela titularidade durante meia temporada. A leitura interna do clube parece clara: além de acrescentar qualidade imediata, esta entrada também serve para preparar uma provável mudança mais à frente.
A contratação do brasileiro antecipa a possível saída de Gugiel no final do contrato, dentro de um ano, e permite ao Benfica começar já a ajustar a estrutura da equipa sem ter de esperar pelo último momento. É uma jogada pensada não apenas para responder ao presente, mas também para proteger o futuro.
Esse tipo de planeamento mostra que o Benfica não quis apenas aproveitar uma oportunidade de mercado. Quis também construir uma solução estratégica para a baliza, garantindo desde já margem de manobra para a próxima época e meia.
Cassiano Klein foi decisivo para convencer o guarda-redes
Há um nome que surge como peça central em todo este processo: Cassiano Klein. O treinador do Benfica teve papel determinante na operação, precisamente porque já trabalhou com Matheus Assunção no Joinville durante uma temporada, antes de rumar à Luz.
Essa ligação prévia foi muito importante. Quando um jogador conhece bem o treinador, sabe o que este exige e já trabalhou dentro das suas ideias, o processo de decisão pode tornar-se muito mais simples. No caso de Matheus, essa relação ajudou a dar ainda mais força à proposta encarnada.
Num negócio disputado e sensível, esse detalhe pode ter pesado bastante. O Benfica não apresentou apenas melhores condições financeiras. Apresentou também um contexto técnico em que o guarda-redes já sabe ao que vai e com quem vai trabalhar.
Um internacional brasileiro com títulos e estatuto enorme
Matheus Assunção não chega à Luz como uma promessa desconhecida. O guarda-redes brasileiro é internacional A pelo Brasil e conquistou recentemente a Copa América e a Copa das Nações ao serviço da canarinha. Esse currículo reforça o peso da contratação e ajuda a perceber porque é que o nome do jogador ganhou tanta força no mercado.
Além disso, esteve entre os nomeados da revista Futsal Planet para o prémio de melhor guarda-redes do mundo em 2025, distinção que acabou por ser conquistada por Luan Muller, do Palma. Ainda assim, o simples facto de surgir nesse lote mostra bem a dimensão competitiva do reforço que o Benfica está prestes a garantir.
É precisamente esse estatuto internacional que torna a operação tão impactante. O Benfica não está apenas a contratar um bom guarda-redes. Está a garantir um nome com currículo, títulos e reconhecimento no topo da modalidade.
O perfil de Matheus vai muito além da baliza
Se há detalhe que torna Matheus Assunção ainda mais especial, é a forma como se destaca para lá das funções clássicas de guarda-redes. O brasileiro é especialmente reconhecido pelo jogo de pés e até pela capacidade de aparecer com eficácia na frente.
Nas últimas duas temporadas, marcou 10 golos na LNF, a liga de futsal do Brasil, um número absolutamente impressionante para alguém da sua posição. Esse dado ajuda a perceber porque é que o seu perfil é visto como tão diferenciador e tão valioso no futsal moderno.
Não se trata apenas de defender bem. Trata-se de oferecer qualidade na construção, segurança com bola e ainda uma ameaça concreta em momentos ofensivos. Esse conjunto de atributos transforma Matheus num guarda-redes de enorme impacto e com características raras.
Depois de toda a carreira no Brasil, prepara-se agora para o salto europeu
Matheus Assunção fez toda a carreira no Brasil e construiu o seu percurso por vários clubes antes de chegar ao momento atual. Passou por Parque10 Cresse, BNB Clube, Sumov, Grêmio Recreativo Pague Menos, Umuarama, São José Futsal, Cascavel Futsal e Joinville, sempre dentro do futsal brasileiro.
Agora prepara-se para dar o salto para o futsal europeu, naquela que será uma mudança enorme na carreira e, ao mesmo tempo, um dos movimentos mais mediáticos deste mercado. O Benfica surge como a porta de entrada para essa nova fase, oferecendo-lhe um palco de enorme exigência e visibilidade.
Para o jogador, será uma etapa completamente nova. Para o Benfica, poderá ser a chegada de uma figura com capacidade para marcar uma era na baliza.
Não chega sozinho e a revolução encarnada continua a ganhar forma
Matheus Assunção não será o único reforço a caminho da Luz. O guarda-redes brasileiro vai chegar juntamente com Cléber Souza, ala brasileiro que deixará os sauditas do Al Qadisyah para vestir a camisola do Benfica. Além disso, Anderson Fortes, dos Leões de Porto Salvo, e Rúben Góis, do Rio Ave, são outros nomes já assegurados para 2026/27.
Este conjunto de movimentos mostra bem que o Benfica está a preparar um ciclo novo com grande ambição. A estrutura encarnada não quer apenas responder ao presente. Quer montar uma equipa ainda mais forte e mais preparada para os grandes desafios que aí vêm.
E no meio dessa reorganização, o golpe dado ao Sporting por Matheus Assunção ganha ainda mais simbolismo, porque reforça a ideia de um Benfica agressivo, atento e pronto para atacar quando o mercado abre uma oportunidade forte.
A rivalidade aquece ainda mais antes da final do play-off
Como se tudo isto já não fosse suficiente para aquecer o ambiente, Benfica e Sporting vão dar o pontapé de saída na final do play-off já na próxima sexta-feira, com o jogo 1 marcado para o Pavilhão da Luz. Ou seja, este negócio explode precisamente numa altura em que os dois rivais se preparam para um dos momentos mais importantes da temporada.
Esse contexto torna toda a história ainda mais ruidosa. O Benfica não só ultrapassou o Sporting por um alvo que os leões trabalhavam há meses, como o fez imediatamente antes de um confronto direto de altíssima tensão competitiva. O impacto mediático da operação só cresce por causa disso.
No fundo, esta não é apenas uma contratação forte. É também um sinal claro de poder, de rapidez e de capacidade para virar um dossier no momento decisivo. E se o negócio se confirmar em todos os detalhes apontados, o Benfica não estará apenas a garantir um reforço de peso. Estará também a dar um golpe daqueles que os rivais dificilmente esquecem.



