A arbitragem do FC Porto-Benfica voltou a estar no centro da discussão. Esta terça-feira, no “Mercado NOW”, o desempenho de Miguel Nogueira foi analisado e uma das decisões tomadas nos primeiros minutos do clássico foi comparada com um lance semelhante que, num encontro disputado anteriormente no Kosovo, terminou com cartão vermelho.
O debate voltou a colocar em destaque uma das questões que mais discussão provocou após o encontro no Estádio do Dragão: a coerência dos critérios disciplinares utilizados pelos árbitros em lances de características semelhantes.
Decisão no clássico volta a ser analisada
Em causa esteve a exibição de um cartão amarelo nos minutos iniciais do FC Porto-Benfica.
Durante o programa, a decisão de Miguel Nogueira foi colocada lado a lado com uma situação semelhante ocorrida anteriormente num encontro realizado no Kosovo, na qual o castigo disciplinar aplicado foi mais severo: cartão vermelho.
A comparação serviu de ponto de partida para discutir até que ponto existe uniformidade na interpretação deste tipo de entradas.
Mesmo tipo de lance, decisões diferentes
Um dos pontos analisados esteve relacionado com os contactos na zona do peito do pé e com os elementos que podem transformar uma entrada merecedora de amarelo numa situação passível de expulsão.
As leis do jogo deixam margem de interpretação aos árbitros, obrigando-os a avaliar fatores como a intensidade da entrada, o ponto de contacto, o perigo criado para o adversário e a forma como o jogador disputa a bola.
É precisamente essa margem que pode originar decisões diferentes em situações aparentemente semelhantes.
Contudo, a comparação apresentada no “Mercado NOW” voltou a levantar dúvidas sobre a necessidade de existir uma maior consistência na aplicação dos critérios disciplinares.
Pressão do Dragão também entrou no debate
A discussão não se limitou à análise técnica do lance.
Foi igualmente abordada a possibilidade de o momento da partida, a dimensão do encontro e a pressão existente num grande estádio influenciarem a tomada de decisão de um árbitro.
Uma expulsão nos primeiros minutos de um clássico tem naturalmente um impacto enorme no desenrolar do encontro, mas a discussão passou precisamente pela questão de saber se o momento do jogo deve ter algum peso na aplicação das leis.
O debate incidiu, por isso, sobre a necessidade de o critério disciplinar se manter coerente independentemente de o lance acontecer aos cinco ou aos 85 minutos.
E o VAR?
Outro dos temas discutidos foi o papel do videoárbitro.
Perante um lance potencialmente merecedor de cartão vermelho direto, o VAR pode intervir quando considera existir um erro claro e óbvio na decisão tomada em campo.
A ausência de intervenção acaba, dessa forma, por significar que a equipa de videoarbitragem não considerou estarem reunidas as condições necessárias para recomendar uma revisão da decisão inicial.
Arbitragem do clássico continua a dar que falar
A discussão surge depois de vários protagonistas terem comentado publicamente a atuação de Miguel Nogueira no FC Porto-Benfica.
As decisões disciplinares tomadas no Estádio do Dragão continuam assim sob escrutínio, agora com a introdução de uma comparação internacional entre lances semelhantes que receberam castigos diferentes.
A questão que ficou no centro do debate no “Mercado NOW” é simples, mas promete continuar a alimentar a polémica: até onde pode ir a margem de interpretação dos árbitros quando dois lances semelhantes acabam sancionados de forma completamente diferente?


