Roberto Martínez ainda mal saiu do comando técnico da Seleção Nacional e já volta a surgir no centro do mercado de selecionadores. Depois de um adeus que deixou marca e de uma campanha no Mundial 2026 que terminou abaixo das expetativas, o treinador espanhol aparece agora ligado a um novo projeto internacional, num sinal claro de que o seu nome continua a ter peso fora de Portugal.
O mais curioso é que este possível destino não aparece por acaso nem surge desligado do percurso pessoal do técnico. Pelo contrário. Há uma ligação antiga, profunda e até familiar que ajuda a explicar porque é que esta hipótese começa a ganhar força. Numa altura em que uma seleção procura virar a página após nova desilusão, Martínez surge como um dos nomes mais bem colocados para entrar numa sucessão que promete dar muito que falar.
Esse destino é a Escócia. O treinador espanhol está entre os principais candidatos a assumir o comando da seleção escocesa, depois da saída de Steve Clarke na sequência da eliminação na fase de grupos do Mundial 2026.
Martínez ainda mal saiu e já entra noutra corrida
A passagem de Roberto Martínez por Portugal terminou há muito pouco tempo, mas o seu nome já voltou a entrar na órbita de outra federação. Isso mostra bem como o mercado de seleções raramente espera e como um treinador com o seu currículo continua a ser visto como opção válida para projetos com ambição internacional.
Depois da derrota diante da Espanha nos oitavos de final, o espanhol deixou o cargo de selecionador nacional e abriu-se de imediato o debate em torno do próximo passo da carreira. A resposta começou a surgir rapidamente a partir do Reino Unido, onde vários meios passaram a colocá-lo entre os nomes mais fortes para um banco agora vago.
É uma mudança de cenário rápida, mas que encaixa na lógica de um mercado onde as federações tentam agir depressa sempre que ficam sem treinador após uma grande competição.
A Escócia procura novo rumo depois do adeus de Steve Clarke
A seleção escocesa procura agora um novo líder depois da saída de Steve Clarke, que deixou o cargo na sequência da eliminação na fase de grupos do Mundial 2026. O desfecho do torneio obrigou a federação a repensar o caminho e abriu naturalmente espaço para o aparecimento de vários candidatos ao lugar.
Nesse contexto, Roberto Martínez começou a ganhar força e aparece já colocado entre os nomes de maior destaque para assumir a equipa britânica. A Escócia procura alguém capaz de devolver fôlego ao projeto, relançar a competitividade da seleção e construir uma nova etapa depois da frustração sofrida no Mundial.
É precisamente aí que o nome do antigo selecionador português entra na equação com especial peso. Não apenas pelo currículo internacional, mas também por uma ligação pessoal ao país que torna este cenário ainda mais interessante.
A ligação de Martínez à Escócia vai muito além do futebol
Um dos aspetos que mais ajuda a sustentar esta hipótese é a ligação especial que Roberto Martínez mantém com a Escócia. Não se trata apenas de um interesse profissional vindo de um país estrangeiro. Há um vínculo antigo e profundamente pessoal com a realidade escocesa.
Martínez representou o Motherwell enquanto jogador e foi precisamente durante essa passagem, em 2002, que conheceu a esposa, de nacionalidade escocesa. Esse detalhe dá outra profundidade à possibilidade e ajuda a explicar porque é que vários meios britânicos olham para esta candidatura como algo mais natural do que poderia parecer à primeira vista.
Quando existe ligação emocional e pessoal ao país, a hipótese de aceitar um desafio desta natureza ganha inevitavelmente outro peso. E isso torna a possibilidade de ver Martínez no banco da Escócia muito menos distante do que noutras seleções.
A saída de Portugal foi avançada na Escócia e confirmada em Inglaterra
A notícia da saída de Roberto Martínez de Portugal, após a derrota frente à Espanha nos oitavos de final, foi inicialmente avançada pela imprensa escocesa e posteriormente confirmada pela talkSPORT. Esse detalhe é importante porque mostra que, desde muito cedo, o nome do técnico já estava a ser acompanhado com particular atenção naquele contexto mediático.
Agora, a mesma linha de informação evolui para um novo ponto: o antigo selecionador português surge apontado como um dos candidatos mais fortes para assumir o lugar deixado em aberto no banco escocês. Ou seja, a atenção inicial ao seu adeus a Portugal rapidamente se transformou em especulação séria sobre o futuro imediato.
Isso reforça a ideia de que a Escócia não vê Martínez apenas como um nome disponível no mercado. Vê-o como uma possibilidade real para liderar a próxima fase do projeto.
O currículo continua a dividir opiniões
Apesar da experiência acumulada e do reconhecimento que continua a ter, Roberto Martínez não chega a este momento sem críticas nem reservas. O seu percurso ao mais alto nível continua a ser observado com alguma prudência, sobretudo por causa da incapacidade para transformar gerações talentosas em grandes títulos internacionais.
Primeiro, o treinador espanhol não conseguiu levar a chamada geração de ouro da Bélgica à conquista de um troféu maior. Depois, mais recentemente, viu Portugal cair mais cedo do que o esperado no Mundial 2026, numa campanha em que a seleção das quinas era apontada por muitos como uma das candidatas fortes à conquista final.
Esses dois elementos ajudam a explicar porque é que o nome de Martínez continua a gerar leituras mistas. Há quem valorize a experiência e a capacidade de organização. E há quem continue a olhar com desconfiança para a falta de verdadeiro sucesso em momentos decisivos.
Escócia pode ver no espanhol uma escolha de experiência imediata
Mesmo com esse debate em redor do seu percurso, a verdade é que Roberto Martínez continua a surgir como um perfil muito apelativo para uma seleção que precisa de reorganizar-se rapidamente. A experiência internacional, o conhecimento do futebol britânico e a tal ligação especial à Escócia formam um conjunto de argumentos que ajudam a reforçar muito a sua posição nesta corrida.
Para uma federação que quer reduzir o risco e escolher alguém já habituado ao peso do futebol de seleções, Martínez oferece uma solução com bagagem, passado competitivo e presença mediática forte. Não seria uma aposta de descoberta. Seria uma escolha de experiência e de conhecimento do contexto.
Isso pode pesar bastante numa altura em que a Escócia precisa de virar a página rapidamente e de recuperar algum entusiasmo depois de uma campanha dececionante no Mundial.
Postecoglou saiu da equação e abriu ainda mais espaço
Outro detalhe que ajuda a explicar o crescimento do nome de Roberto Martínez nesta corrida prende-se com a saída de cena de outro candidato relevante. Ange Postecoglou, que também era apontado ao cargo, deixou de ser opção depois de aceitar o convite para orientar o Al Nassr.
Essa mudança de cenário estreita naturalmente o leque de possibilidades e pode reforçar ainda mais o espaço para Martínez. Quando um dos nomes fortes sai da lista, os restantes candidatos ganham automaticamente mais força e mais exposição.
No caso do treinador espanhol, esse efeito pode ser particularmente importante, porque o coloca ainda mais no centro da conversa numa altura em que a federação escocesa terá de acelerar decisões para preparar o novo ciclo.
O futuro de Martínez pode passar por um regresso a um país especial
A possibilidade de ver Roberto Martínez assumir a Escócia tem, por isso, várias camadas. Há a componente profissional, naturalmente, ligada a uma seleção que precisa de novo rumo. Há a componente simbólica, associada ao facto de o técnico estar novamente disponível logo após a saída de Portugal. E há a componente pessoal, talvez a mais curiosa de todas, por causa da sua história de vida ligada ao país.
Tudo isso faz desta hipótese uma das mais interessantes do momento no mercado de treinadores de seleções. Martínez sai de Portugal com a imagem marcada por um Mundial falhado, mas não sem continuar a despertar interesse em contextos onde o seu nome encaixa com lógica e peso.
Agora, resta perceber se essa ligação antiga à Escócia será suficiente para transformar a especulação em realidade. Uma coisa, porém, já parece clara: Roberto Martínez mal fechou o capítulo português e já volta a estar apontado a um novo banco internacional. E esse banco pode muito bem levá-lo para um país com o qual mantém uma relação muito mais profunda do que muitos imaginam.



