Diogo Costa fez tudo o que podia. Durante grande parte da noite, o guarda-redes português transformou-se numa autêntica muralha e foi adiando aquilo que parecia inevitável perante a crescente pressão inglesa. O problema é que, do outro lado, estava um dos avançados mais letais do futebol mundial.
O FC Porto conseguiu resistir durante toda a primeira parte e ainda ameaçou a baliza adversária, mas acabou por ceder depois do intervalo. Duas finalizações foram suficientes para decidir uma partida em que os dragões lutaram até ao fim, mas terminaram fisicamente desgastados.
O responsável foi Erling Haaland. O avançado norueguês marcou os dois golos do Manchester City no triunfo por 2-0 no Estádio do Dragão, estragando uma exibição de enorme nível de Diogo Costa.
FC Porto entrou sem medo do Manchester City
A partida marcou o início da era europeia pós-Pep Guardiola no Manchester City, agora comandado por Enzo Maresca, perante o FC Porto de Francesco Farioli.
Os dragões entraram fortes e tentaram assumir o jogo desde os primeiros minutos, apesar da intensa chuva que caiu sobre o Estádio do Dragão.
O FC Porto conseguiu trocar a bola e instalar-se no meio-campo adversário, enquanto o City começou por adotar uma postura mais expectante.
Apesar da intensidade, os primeiros dez minutos decorreram sem qualquer remate de ambas as equipas.
Gabri Veiga ainda conseguiu aparecer numa excelente posição e obrigou Donnarumma a defender com o pé, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo.
Diogo Costa começou o espetáculo
Com o passar dos minutos, o Manchester City começou a assumir o controlo da partida e foi então que apareceu Diogo Costa.
Haaland esteve muito perto de inaugurar o marcador através de um cabeceamento, mas o guarda-redes português respondeu com uma defesa extraordinária.
Os ingleses começaram a sentir-se cada vez mais confortáveis e Phil Foden também tentou a sua sorte, voltando a encontrar Diogo Costa no caminho.
O internacional português tornou-se claramente uma das grandes figuras da primeira parte, acumulando intervenções de enorme dificuldade.
O momento mais impressionante chegou numa sequência em que conseguiu travar as tentativas de Haaland e Rayan Cherki, mantendo o resultado empatado.
Dragões protestaram após lance com Gabri Veiga
O primeiro cartão amarelo da partida foi mostrado a Gvardiol, depois de travar um contra-ataque conduzido por William Gomes.
Pouco depois surgiu um lance que deixou Gabri Veiga combalido.
O médio sofreu um contacto de Guehi que o árbitro não considerou falta, apesar dos protestos portistas e de a ação poder justificar discussão disciplinar.
Sem golos, o encontro chegou ao intervalo com Diogo Costa como uma das principais razões para o 0-0.
Haaland fez aquilo que Diogo Costa já não conseguiu evitar
Tudo mudou praticamente no arranque da segunda parte.
O Manchester City voltou do intervalo determinado a transformar o domínio em golos e Haaland apareceu no ar para desferir um cabeceamento que desta vez não deu qualquer hipótese ao guarda-redes português.
Estava feito o 0-1.
Depois de tantas intervenções decisivas de Diogo Costa, o norueguês encontrou finalmente a forma de quebrar a resistência portista.
O FC Porto não desistiu e Alan Varela ficou perto do empate com um excelente remate de fora da área que passou muito próximo da baliza de Donnarumma.
William Gomes ainda assustou o City
Apesar da vantagem e do maior controlo inglês, o Manchester City também passou por alguns momentos de tensão.
Haaland chegou a mostrar-se irritado com alguns companheiros e Donnarumma protagonizou uma saída pouco segura que quase permitiu a William Gomes criar uma oportunidade perigosa.
Os dragões continuaram à procura do empate, mas começaram a sentir dificuldades para ultrapassar uma defesa inglesa cada vez mais organizada.
FC Porto acusou o desgaste
À medida que o encontro se aproximava do fim, o desgaste físico começou a tornar-se evidente na equipa de Farioli.
O Manchester City aproveitou para baixar o ritmo, controlar a posse e gerir a vantagem sem oferecer grandes espaços ao adversário.
O FC Porto ainda tentou encontrar forças para uma última reação, mas as oportunidades começaram a desaparecer.
E quando os dragões procuravam desesperadamente o empate, surgiu o golpe definitivo.
Haaland voltou a aparecer e matou o jogo
Já no período de compensação, Erling Haaland voltou a marcar e completou o bis, estabelecendo o resultado final em 0-2.
O norueguês ainda esteve envolvido numa altercação com Rosario, situação que lhe valeu um cartão amarelo antes do apito final.
O resultado acabou por ser pesado sobretudo para Diogo Costa, que durante largos períodos manteve sozinho o FC Porto dentro da discussão do encontro.
O guarda-redes português resistiu a Haaland, Foden e Cherki, mas nem uma noite de grandes defesas foi suficiente para travar o avançado norueguês durante 90 minutos.
O Manchester City saiu do Dragão com uma vitória por 2-0 e Haaland com os dois golos. O FC Porto ficou sem pontos, mas com uma certeza: sem a exibição de Diogo Costa, a diferença no marcador poderia ter sido bastante maior.


