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    Revelado o verdadeiro motivo que levou Michael Olise a sair da academia do Chelsea

    5 de Julho, 2026

    Michael Olise está hoje instalado entre os jogadores mais entusiasmantes do futebol mundial, mas o caminho até esse estatuto podia ter sido muito diferente. O extremo francês brilhou em 2025/26 ao serviço do Bayern Munique e transportou essa forma para o Mundial, onde já soma cinco assistências, mais do que qualquer outro jogador da prova. No entanto, antes de se afirmar ao mais alto nível, passou por três academias de gigantes ingleses e foi dispensado por todas.

    O caso que mais voltou à superfície nas últimas semanas foi o do Chelsea, sobretudo depois de uma sessão fotográfica da seleção francesa antes do Mundial, em que os jogadores surgiram com camisolas dos clubes onde começaram a carreira. Olise apareceu com a camisola dos blues e isso fez renascer a curiosidade sobre a passagem por Stamford Bridge. Agora, surgiu finalmente uma explicação direta para a forma como saiu do clube londrino.

    Segundo José Gomes, antigo treinador do Reading e o homem que lhe deu a estreia como profissional, Michael Olise foi afastado da academia do Chelsea por causa da relação com os estudos. E essa revelação está já a dar muito que falar.

    Olise vive o melhor momento da carreira

    Antes de olhar para trás, importa perceber a dimensão do presente. Michael Olise chega a este momento como uma das figuras mais fortes do futebol europeu. Em 2025/26, ao serviço do Bayern Munique, assinou 25 golos e 28 assistências em 52 jogos, números impressionantes que confirmam o nível de explosão que alcançou na Alemanha.

    O rendimento foi tão forte que acabou distinguido como Jogador da Temporada da Bundesliga. Além disso, tornou-se apenas o segundo jogador desde que existem registos detalhados, a partir de 2004/05, a conseguir pelo menos 15 golos e 15 assistências numa só campanha da Bundesliga, depois de Jadon Sancho.

    Esse rendimento passou diretamente para o Mundial. Olise já soma cinco assistências na competição, o registo mais alto entre todos os jogadores, e tem sido uma das grandes armas da seleção francesa, que vai correspondendo às expetativas e se mantém entre as favoritas à conquista do torneio.

    O percurso podia ter sido completamente diferente

    Apesar do estatuto que hoje tem, a carreira de Olise não seguiu um caminho linear nem confortável. Antes de o Reading lhe dar a estreia profissional em 2019, o extremo já tinha passado pelas academias de Arsenal, Chelsea e Manchester City. Nenhum desses clubes o segurou.

    Ou seja, antes de explodir como um dos melhores jogadores do planeta, Michael Olise foi um jovem que passou por três estruturas de elite sem convencer ao ponto de ficar. Isso, por si só, já dá outra dimensão à história. Mas o mais marcante surge agora com a explicação concreta para a saída do Chelsea.

    A curiosidade aumentou ainda mais quando a ligação ao clube londrino voltou a ser lembrada no tal ensaio fotográfico da seleção francesa antes do Mundial. Foi aí que muita gente voltou a perguntar: afinal, porque saiu Olise do Chelsea?

    José Gomes revelou o motivo da saída de Stamford Bridge

    Quem deu a resposta foi José Gomes, antigo treinador do Reading e atual técnico do Al-Khaleej, na Arábia Saudita. Foi ele quem abriu a porta do futebol profissional a Michael Olise e foi também ele quem explicou o que aconteceu antes disso em Stamford Bridge.

    Segundo Gomes, o problema não esteve relacionado com falta de talento futebolístico, mas com a atitude do jogador perante a escola e os estudos. A explicação foi muito direta.

    “Antes dos 14 anos, ele estava na academia do Arsenal, mas não se adaptou. O Chelsea mandou-o embora pela mesma razão que alguns tentaram fazê-lo no Reading: porque ele não ia às aulas e não prestava atenção aos estudos.”

    Esta revelação muda por completo a forma como muitos olhavam para a saída de Olise do Chelsea. A decisão do clube, segundo esta versão, não foi tomada por falta de capacidade em campo, mas sim por questões ligadas ao comportamento académico do jovem na altura.

    No Reading também quiseram afastá-lo

    A história não fica por aqui. José Gomes explicou ainda que, já no Reading, houve quem quisesse repetir a mesma decisão e empurrar Michael Olise para fora. Mais uma vez, a razão não teria sido o talento com bola, mas sim o mesmo tipo de dificuldade no plano escolar.

    Foi aí que o treinador resolveu intervir e travar essa possibilidade. A forma como o explica ajuda a perceber bem o tipo de convicção que tinha em relação ao jogador.

    “Disse-lhes que o rapaz não queria ser matemático nem engenheiro, mas sim jogador de futebol.”

    Esta frase resume bem a leitura que José Gomes fazia de Olise naquele momento. Via nele um jovem claramente focado no futebol, mesmo que isso o colocasse em choque com outras exigências do ambiente formativo. E decidiu protegê-lo em vez de deixá-lo cair como outros clubes tinham feito.

    A saída do Manchester City teve uma explicação diferente

    Se a saída do Chelsea esteve ligada à escola, no Manchester City o problema foi outro. José Gomes explicou que, nesse caso, a razão passou pela forma como Michael Olise era tratado pelos colegas por causa da sua condição física.

    Na altura, o jogador tinha braços fracos e sentia muitas dificuldades em exercícios de força. Isso tornava-o vulnerável ao gozo dos outros jovens da academia, algo que o marcou profundamente.

    “No City, foi porque os colegas se riam dele. Tinha braços fracos e os rapazes ingleses eram fortes. Quando o preparador físico lhes dizia para fazer flexões, ele tinha muita dificuldade e os colegas gozavam com ele. Sentiu-se humilhado e saiu.”

    Este episódio ajuda a perceber que o percurso de Olise na formação ficou marcado por vários momentos duros e não apenas por decisões técnicas. Houve problemas de adaptação, dificuldades fora do relvado e contextos humanos que o empurraram para fora de academias de topo antes de conseguir afirmar-se realmente.

    O Reading acabou por lhe abrir a porta certa

    No meio de todas essas saídas e dificuldades, foi o Reading que lhe deu finalmente o espaço certo para crescer. O clube inglês foi o primeiro a confiar nele ao ponto de o lançar como profissional em 2019, e José Gomes teve papel central nessa decisão.

    Esse momento mudou o rumo da carreira do extremo. Depois de passar por academias gigantes sem conseguir fixar-se, encontrou um contexto onde alguém percebeu o talento que ali estava e decidiu apostar. O resto foi uma progressão que o levou a transformar-se num dos nomes mais cobiçados do futebol europeu.

    Hoje, olhando para trás, o Reading aparece quase como o ponto de viragem numa carreira que podia ter-se perdido pelo caminho. Em vez disso, foi ali que começou verdadeiramente a construção do jogador que agora brilha no Bayern e na seleção francesa.

    Agora é um dos jogadores mais desejados da Europa

    A ironia de toda esta história está em ver Michael Olise passar de jovem dispensado em várias academias para alvo prioritário de um dos maiores clubes do mundo. Segundo o cenário descrito, o extremo é agora um alvo prioritário de José Mourinho e do Real Madrid neste mercado de verão.

    No entanto, o Bayern Munique não quer sequer ouvir falar numa saída. O clube alemão considera o francês intocável e já deixou isso muito claro publicamente.

    “Olise não está à venda. Não o vamos vender.”

    Foi essa a posição assumida pelo presidente Herbert Hainer, numa resposta que mostra bem o estatuto que o jogador conquistou em pouco tempo no Allianz Arena. Olise tem contrato com o Bayern até 2029, o que reforça ainda mais a posição de força do clube alemão.

    Uma história de rejeições, resistência e explosão tardia

    O caso de Michael Olise é um daqueles que expõe bem como o futebol nem sempre segue uma lógica simples. Um jogador que hoje é tratado como uma estrela absoluta passou por várias rejeições em momentos decisivos da formação. No Arsenal não se adaptou. No Chelsea foi afastado por causa dos estudos. No Manchester City saiu depois de se sentir humilhado pelos colegas. E no Reading ainda houve quem o quisesse empurrar para fora.

    Mesmo assim, acabou por encontrar o caminho certo e transformar-se num dos jogadores mais produtivos do futebol europeu. A revelação sobre a saída do Chelsea dá agora mais profundidade a essa história e mostra que, muitas vezes, o percurso de um talento não é definido apenas pelo que faz com a bola nos pés.

    Hoje, com a Bundesliga aos pés, com o Mundial a reforçar ainda mais a sua imagem e com gigantes atentos à sua situação, Michael Olise surge como prova de que nem todas as grandes carreiras nascem de percursos limpos e previsíveis. Algumas nascem precisamente do contrário.

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