Palhinha fala em “dia muito triste para todos” depois de agressões em Alcochete

O futebolista do Sporting João Palhinha afirmou hoje que era um “dia muito triste para todos”, após as agressões sofridas por jogadores, equipa técnica e ‘staff’ na Academia do clube, em Alcochete, na tarde de terça-feira.

“É um dia muito triste para todos”, limitou-se a dizer o médio depois de abandonar as instalações do Comando Territorial do Montijo, recusando fazer mais comentários.

Ao longo da noite, os jogadores da equipa principal do Sporting, a equipa técnica liderada por Jorge Jesus e elementos do ‘staff’ do clube passaram pelas instalações da GNR, onde prestaram declarações.

O avançado holandês Bas Dost, um dos jogadores agredidos, limitou-se a afirmar que estava “tranquilo”.

A Lusa contactou a GNR, que se recusou a divulgar qualquer informação sobre o que estava a acontecer no Comando Territorial do Montijo.

Durante a tarde de terça-feira, cerca de meia centena de indivíduos, de cara tapada, alegadamente adeptos ‘leoninos’, invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e outros membros da equipa técnica.

O Governo repudiou os incidentes na Academia do Sporting, em Alcochete, que considerou atos de vandalismo e criminosos.

Numa declaração conjunta da secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, o Governo confirmou a detenção de 21 presumivelmente envolvidos.

O presidente Bruno de Carvalho afirmou que a equipa do Sporting vai estar no Jamor para disputar a final da Taça de Portugal de futebol e apontou o dedo ao Governo pelo que aconteceu na Academia de Alcochete.

“Os jogadores num primeiro momento ficaram em estado de choque, mas vamos estar no Jamor. Muita gente não queria, mas vamos lá estar. Os jogadores estão tristes com o que aconteceu, mas querem jogar”, disse Bruno de Carvalho em declarações à Sporting TV.

Para o dirigente ‘leonino’, o Governo e das entidades que tutelam o desporto em Portugal têm “muita responsabilidade” pelo que aconteceu no centro de treinos do clube, sobretudo pela “inércia” que têm demonstrado.

“Lamento ter ouvido o secretário de Estado do Desporto a dizer que é preciso tomar medidas corajosas, mas não disse quais são essas medidas”, referiu o presidente do Sporting, acrescentado que o clube anda “há muito tempo a alertar para a violências das claques”.

O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, Jaime Marta Soares, disse que vai convocar os órgãos sociais para analisar o momento do clube, na segunda-feira.

“Na próxima segunda-feira, após o jogo da Taça de Portugal, depois de serenarem todas essas situações e depois daquilo que eu acredito que será uma vitória esclarecedora, vou convidar ou convocar, se for caso disso, todos os órgãos sociais para analisarmos em conjunto o momento que o Sporting está a viver e, a partir daí, tomarmos as decisões consentâneas com esta realidade”, referiu.

Centenas de adeptos ‘leoninos’ concentraram-se durante a noite junto ao Estádio José Alvalade, em Lisboa, onde entoaram cânticos de apoio ao Sporting e aos jogadores, condenando os atos violentos ocorridos na Academia do clube.

A equipa principal do Sporting cumpria o primeiro treino da semana, depois da derrota no terreno do Marítimo (2-1), que relegou a equipa para o terceiro lugar da I Liga, iniciando a preparação para a final da Taça de Portugal, no domingo, frente ao Desportivo das Aves.

   

Fonte: SAPO Desporto


 

 

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