Mundial 2018: As diferentes características dos favoritos

Brasil, Alemanha, Espanha, França e Argentina apostam em diferentes características para justificarem o estatuto de favoritas ao título no Campeonato do Mundo deste ano na Rússia, competição que começa esta quinta-feira.

Alemanha quer bicampeonato

A atual campeã Alemanha tem muitos argumentos para defender o troféu e levantar o bicampeonato.

O técnico Joachim Löw deu-se ao luxo de deixar Mario Gotze, autor do golo da vitória na última final, e o jovem Leroy Sané, um dos principais jogadores da temporada do Manchester City, de fora da lista de convocados.

No grupo F ao lado de México, Suécia e Coreia do Sul, os alemães vão para a competição com boa parte da equipa que venceu o tetracampeonato e entrou para a história ao golear o Brasil por 7-1 nas meias-finais, em 2014.

O grupo de 23 jogadores mistura atletas experientes com uma nova geração de jogadores, como Joshua Kimmich, Julian Draxler e Timo Werner, também presentes no título da Taça das Confederações em 2017. A Alemanha levou o troféu com uma equipa “B”.

A principal dúvida é a forma física do capitão e guarda-redes Manuel Neuer, que ficou de fora dos relvados por oito meses mas participou nos últimos particulares da ‘Mannschaft’ sem maiores limitações.

Brasil sonha com o hexa

Liderado por Neymar, plenamente recuperado de lesão que o tirou dos relvados por três meses, o Brasil quer fechar de vez a ferida do traumático 7-1 e conquistar o sexto título mundial.

Desde que Tite assumiu o comando da equipa, o Brasil recuperou a boa forma de jogar e tornou-se numa equipa confiável. A “Neymar-dependência” já não é tão nítida como outrora, mas o craque do Paris Saint-Germain continua a ser a personagem fundamental para elevar o nível da seleção a outro patamar.

A equipa vem de boas vitórias sobre Croácia e Áustria, nos últimos particulares antes do início do mundial, e mostrou segurança defensiva e boas alternativas para criar oportunidades de golo.

Marcelo, Philippe Coutinho, Wilian, Douglas Costa e Gabriel Jesus auxiliam Neymar a quebrar as defesas e distribuem a responsabilidade de marcar golos.

Argentina conta com Messi

Se não fosse por Lionel Messi, a Argentina talvez nem estivesse a disputar o Campeonato do Mundo. O craque e capitão salvou a equipa no último jogo da qualificação sul-americana e é a esperança da bicampeã para voltar a levantar o troféu.

Mas a geração do craque do Barcelona é assombrada pela falta de títulos, principalmente pelos vice-campeonatos recentes (Mundial2014 e Copas América 2007, 2015 e 2016).

A necessidade de levantar um caneco com a seleção é nítida para que os compatriotas o coloquem no mesmo patamar de Diego Maradona, responsável pelo bicampeonato mundial em 1986.

Espanha recupera autoestima

Depois da geração de ouro conquistar duas vezes o Europeu (2008 e 2012) e o primeiro Mundial (2010) da história do país, a Espanha fracassou nas grandes competições seguintes. Mas sob comando de Julen Lotepegui, a equipa recuperou o bom futebol e a autoestima.

Misturando craques campeões, como Iniesta, Sergio Ramos e Piqué, com jovens talentos como Isco, Rodrigo e Asensio, a Espanha passeou nas qualificações europeias e espera repetir o sucesso do Mundial da África do Sul.

A missão da “Fúria” é conseguir encontrar um equilíbrio entre o jogo de posse de bola e o ímpeto ofensivo do brasileiro naturalizado espanhol, Diego Costa.

Juventude e talento francês

Vice-campeã do último Campeonato da Europa, a França aposta na juventude e no talento de Paul Pogba, Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé e Antoine Griezmann para alcançar o bicampeonato mundial.

O técnico Didier Deschamps continua a defender a concentração do futebol coletivo, o que permitiu levantar o título em casa no ano de 1998. Mas é justamente a irregularidade do jogo em equipa dos franceses que coloca o favoritismo do país em dúvida, apesar de ter grandes nomes em todas as posições.

A lista de convocados é promissora. Impressiona também o nível dos jogadores que ficaram de fora, como Lacazette, Benzema, Rabiot, Martial e Payet.

Este artigo foi publicado originalmente no SAPO Desporto


 

 

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