Europeus/Atletismo: Dia sem surpresas nas finais, portuguesas muito promissoras

As finais do quarto dia dos Europeus de atletismo de Berlim não renderam surpresas, com todas as medalhas de ouro a serem arrebatadas por atletas que estavam em grande destaque nas listas de previsões.

A nível de portuguesas, a manhã de hoje foi muito promissora, com a qualificação para as finais de Irina Rodrigues e Liliana Cá, no disco, e de Evelise Veiga, no salto em comprimento – Lecabela Quaresma está a meio de um heptatlo regular e Cátia Azevedo teve de se contentar com as ‘meias’ dos 400 metros.

Destaque para o belo feito do francês Mahedine Mekhissi, a sagrar-se campeão continental pela quinta vez nos 3.000 metros obstáculos. Aos 33 anos, o único europeu que consegue lutar com os quenianos, impôs-se numa corrida tática, em 8.31,66 minutos, à frente do espanhol Fernando Carro e do italiano Yohanes Chiappinelli.

Na lista dos campeões de sempre, passa a ser o quarto a atingir o ‘penta’, depois do alemão Harald Schmid e dos britânicos Roger Black e Mo Farah.

No lançamento do dardo, antecipava-se um pódio 100% alemão, que só não aconteceu porque o estónio Kirt Magnus se intrometeu e conquistou o bronze.

Thomas Rohler, o atual campeão olímpico, junta ao palmarés o título continental, com 89,47 metros, à frente de Andreas Hofmann. Só Johannes Vetter, o campeão do mundo, fraquejou um pouco e foi quinto.

Ainda no setor masculino, mas nos 200 metros, o turco de origem azeri Ramil Gulyev não deu ‘chances’ a ninguém, para ganhar em 19,76 segundos, recorde turco e melhor marca europeia do ano. Por quatro centésimos apenas não chegou ao histórico recorde europeu, do italiano Pietro Mennea.

Gulyev, também campeão mundial, não tem rivais no ‘velho continente’, deixando a razoável distância o britânico Nethaneel Mitchell-Blake e o suíço Alex Wilson, ambos com a boa marca de 20,04.

Campeão mundial e líder da época nos 400 metros barreiras, Karsten Warholm voltou a dar uma medalha de ouro ao seu país, agora com o registo de 47,64, melhorando por um centésimo o seu recorde europeu sub-23.

Yasmani Copello, turco nascido em Cuba, foi segundo, e com o bronze ficou o irlandês Thomas Barr.

‘Dobradinha’ grega no salto com vara feminino, a tirar o melhor partido de um dia menos bom da russa Anzhelika Sidorova, quarta, atrás da britânica Holly Bradshow.

Ekaterini Stefanidi renovou o título, com 4,85 metros, e continua a deter a ‘tripla coroa’ – campeã olímpica, do mundo e da Europa. Com menos cinco centímetros ficou Nikoleta Kiriakopoulou.

A jovem bielorrussa Elvira Herman, de 21 anos, arrebatou o título de 100 metros barreiras, com 12,67 – primeira medalha como senior, depois de uma carreira brilhante nos escalões jovens – à frente das alemães Pamela Dutkiewicz e Cindy Roleder, a anterior campeã.

A meio do heptatlo, as superfavoritas Katarine Johnson-Thompson, campeã mundial do pentatlo, e Nafissatou Thiam, campeã olímpica e mundial, ‘correm para o ouro, com ligeira vantagem para a britânica. A portuguesa Lecabela Quaresma está a fazer uma prova regular e segue em 18.ª, um pouco abaixo de metade da tabela.

Em grande esteve Evelise Veiga, que com 6,61 metros igualou o recorde luso sub-23 do salto em comprimento, o que deu para a repescagem para a final de sábado. É a segunda portuguesa a este nível, depois de Naide Gomes.

E no lançamento do disco, Portugal apura pela primeira vez duas atletas para a final. Irina Rodrigues (59,22) já era esperada, enquanto que Liliana Cá (58,37) surpreendeu, ao ser a primeira repescada.

Entre as finalistas, apenas a Alemanha estará mais representada, com três concorrentes. Há depois sete nações com uma atleta, entre as quais a grande favorita, a croata Sandra Perkovic.

Também hoje, chegou ao fim a boa prestação de Cátia Azevedo, eliminada nas meias-finais de 400 metros. Com 52,23, ‘fecha’ como 18.ª, entre 44 participantes.

Este artigo foi publicado originalmente no SAPO Desporto


 

 

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